Balões dirigíveis, como funcionam?

Os balões motorizados, popularmente conhecidos como dirigíveis, se encontram no mundo desde a segunda metade do século XIX quando o engenheiro Henri Giffard construiu um balão equipado com um motor a vapor de 2,2 kW (ou três cavalos de potência) e levantou vôo. Você também pode conhecer esse tipo de maravilha como Zeppelin, isso se deve a Conde Ferdinand Von Zeppelin, um ex-militar alemão que se dedicou ao estudo da aeronáutica, ter desenvolvido os primeiros dirigíveis rígidos a partir de 1900. Também vale lembrar que esse tipo de aeronave, que é menos denso que o ar e por isso flutua, é denominado aeróstato. Existem três tipos de balões motorizados, vejamos a seguir quais são e suas características peculiares: Rígidos – Geralmente grandes e em forma de charuto, possuem estrutura interna de metal e bolsas preenchidas com gás, os primeiros desse tipo foram produzidos por Zeppelin. Esse tipo mantém-se no formato original com ou sem gás no envelope devido a sua estrutura rígida. Semi-rígidos – Com um tipo de estrutura metálica apenas na parte inferior do envelope do balão, apóia a parte que acomoda os passageiros, esta é denominada gônada, o envelope é a parte em que se encontra o gás que o faz subir. Não-rígidos – São os que não possuem estrutura metálica, apenas o envelope, o que dá formato a esse tipo de balão é a forma que o envelope é fabricado e também o gás pressurizado. Os primeiros desse tipo foram desenvolvidos pela Goodyear Tire and Rubber Company em 1925. O funcionamento dos dirigíveis acontece de forma similar em todos os casos se não de forma igual. Além da parte do envelope em que se encontra o gás, hoje o hélio devido a sua propriedade inerte, encontram-se também, dentro do envelope, os chamados ballonets, os quais nada mais são que bolsas que ingressam ar atmosférico para estabilizar a altura de vôo e para realizar o pouso. Do lado de fora se pode reparar na gônada, onde ficam os tripulantes, as hélices para realizar o deslocamento do ar fazendo o dirigível se locomover. Também é possível notar a presença de lemes na parte traseira, que possibilitam o direcionamento e manobras com a aeronave.dirigivel

Hoje se usa gás hélio nessas aeronaves, porém há muitos relatos sobre explosões envolvendo esses aparelhos, pois era utilizado gás hidrogênio neles, o caso mais famoso foi o do dirigível alemão Hindenburg que explodiu em 1937 matando 36 pessoas que estavam a bordo, o dirigível estava pousando em Nova Jersey quando a tragédia ocorreu como visualizada no vídeo disponibilizado nesse endereço: https://www.youtube.com/watch?v=F54rqDh2mWA. Desde então novas tecnologias vem sido desenvolvidas para a segurança nesse meio transporte, e hoje de comunicação também, os dirigíveis tomaram espaço no mercado publicitário além de também fazer filmagens áreas para a transmição televisiva de jogos de futebol por exemplo. Uma das mais novas criações desse remo é da Goodyear, que traz o Wingfoot One que conta com uma armação rígida de fibra de carbono e alumínio na parte interna e revestimento de um material polivinílico, uma espécie de vinil. A gôndola carrega até 11 pessoas, possui janelas panorâmicas além de um banheiro químico, vale ressaltar que não era possível transitar na gôndola em outros modelos. A velocidade máxima supera a media dos dirigíveis comuns de 80Km/h, ele pode chega a 117,5Km/h. Goodyear-Wingfoot-One-A13_1560   Fontes http://www.oaviao.com.br/textos_tecnicos/CGA.htm http://viagem.hsw.uol.com.br/dirigiveis4.htm Ulisses Cavalcante; A volta do símbolo Quatro Rodas edição 661, paginas 21 e 22, Editora Abril; São Paulo 2014 Vitor Bianchin; Como funciona um dirigível? Coleção Mundo Estranho Por Dentro Das Coisas, O segredo das maquinas e das indústrias. Páginas 80 e 81, Editora Abril; São Paulo 2014

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