Planetários: A Arte de imitar o ceú

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Fascínio. Talvez esse adjetivo seja pouco para definir a magia, o mistério e a beleza do céu noturno. As inúmeras estrelas que observamos cintilam como pequenos diamantes espalhados sobre veludo negro… Os dias sucedem as noites em um ciclo aparentemente imutável… E imaginar então que olhar para o céu significa olhar para o passado?…

A luz proveniente de cada estrela que, em vários casos, levou vários séculos para nos atingir… Todas essas são possíveis reflexões que muitos de nós fazemos e que, às vezes, nos faz sentir tão pequenos diante do Universo. Desde o momento em que o primeiro homo sapiens sapiens deve ter tido a curiosidade e necessidade de olhar para o céu, certamente ele não deve ter ficado indiferente aos seus encantos, mesmo sem saber a quantidade de coisas que sabemos hoje. Ao ser notada a regularidade do movimento celeste, vários pensadores tentaram “imitá-la”.

Corre à boca pequena um boato de que o nosso velho e conhecido Arquimedes (o mesmo que configura em nossos livros de Física na parte de Hidrostática e que sempre é lembrado pela sua célebre frase “Eureca! Eureca!” pronunciada após um feliz banho em um banheiro público de Siracusa) foi um dos primeiros estudiosos a tentar representar o movimento do céu com um objeto denominado planetário. As informações sobre este objeto não são completamente conhecidas porque nada sobrou dele após um saque romano, mas conta-se que ele era capaz de representar o movimento aparente do Sol, da Lua e dos planetas durante o período de uma noite (numa concepção geocêntrica).

Atualmente podemos simular o movimento aparente céu noturno de vários modos – com planisférios, cartas celestes, programas de computador – sendo que um destes modos é bastante especial: os planetários. Eles são objetos capazes de representar como o céu muda durante o tempo dentro de uma sala escura (nossa cidade até possui um planetário, mas ele está desativado há mais de 11 anos por empecilhos da burocracia política…) e, dentre as várias maneiras de se representar a noite, esta é uma das mais realísticas e populares. Planetários como este que são conhecidos hoje surgiram há um pouco mais de 80 anos na Europa e o sucesso desta “arte” ganhou o mundo. Outros tipos de planetário – os de cúpula inflável – também são muito conhecidos pelo fato deles poderem ser levados para qualquer canto. No Distrito Federal, é comum a presença do Planetário Itinerante da Universidade de Brasília – UnB – na Semana de Ciência e Tecnologia e nas escolas de Brasília e cidades satélites. Encantando desde as crianças até os mais crescidos – os planetários seguem como uma forma de se divulgar e popularizar a Astronomia.

Um excelente Ano da Astronomia a todos!


Demetrius Leão

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