Reciclando plásticos com um Microondas

Muitas vezes as pessoas se assustam ao perceber como a tecnologia evolui e dá saltos gigantescos de uma hora para outra. Esse fenômeno encontra uma explicação relativamente simples, pois, à medida que novas tecnologias vão sendo descobertas, a tecnologia passa a usar essas descobertas como ferramentas para descobrir novas soluções e, novamente, mais descobertas. Veja como Jerry Medick descobriu um processo de reciclagem de materiais com base em hidrocarbonetos com o uso de um forno microondas especial.

Dois ciclos principais são perceptíveis dentro deste quadro. O primeiro deles um ciclo aparentemente vicioso em que o consumo desenfreado provoca a sustentação de produtos que se desvanecem a cada geração de novos produtos. Parece bobagem, mas, no nível pessoal, volta ou outra, esse ciclo desencadeia uma corrida competitiva pela sustentação de um status de detenção do melhor dos produtos de determinada categoria, sejam carros, computadores pessoais, ou mesmo uma roupa. Não parece haver freios nessa corrida, a não ser o limite de crédito de nossos corredores. O que poderíamos chamar de seus ‘10 segundos de status‘ não duram muito. Primeiro naturalmente surgem às desilusões à medida que novos produtos são lançados, vem também à necessidade de consumir, ao comprar, primeiro se sentem vencedores felizes por serem detentores de tecnologias de última geração, mas não pela tecnologia em si, mas pelo ranking do produto. Dias depois, descobrem que não possuem mais o produto ou tecnologia mais avançada disponível no momento e, para ‘piorar’ seu vizinho ou empresa concorrente, que esperou apenas um ou dois meses para comprar sem se endividar, acabou sendo o “sortudo” detentor de um produto melhor que o seu e assim por diante…

Antes de seguir para o segundo ciclo, vale dizer que, nessa categoria ambiente agora incluída neste blog, terei o cuidado de estar sempre publicando informações, não apenas relativas ao ambiente ecológico, mas também ao ambiente de trabalho, ambiente de vida social e pessoal, tentando ampliar um pouco a atuação do adjetivo sustentável para os vários ambientes que volta ou outra temos podemos administrar.

…Existem sim virtudes nesse ciclo de retroalimentação tecnológica! Virtudes essas que fazem as produções de cada ciclo incorporarem a produção do ciclo seguinte. Recentemente uma empresa norte americana conseguiu, a partir do uso de um forno microondas industrial capaz de gerar uma amplitude de 1200 freqüências, reciclar plásticos transformando lixo novamente em matéria-prima, neste, um óleo diesel pronto para ser reutilizado e gás. Claro que óleo diesel comum é também poluente, não sei dizer se o óleo resultante desse processo seja quimicamente idêntico ao diesel comum, mas isso é material para outro ciclo.

Plástico volta a ser óleo

Tudo o que é necessário, segundo a Global Resource Corporation (GRC), é um microondas finamente ajustado e – voilá – um mix de materiais que foram feitos a partir de petróleo pode ser reduzido de novo para óleo e gás combustível (além de uns poucos subprodutos).

A chave para o processo da GRC é uma máquina que utiliza 1.200 diferentes freqüências na faixa das microondas, as quais agem sobre hidrocarbonos específicos. Quando o material é atingido pelo comprimento de ondas adequado, parte dos hidrocarbonos que formam os plásticos e borrachas são quebrados de volta em óleo diesel e gás combustível.

Microondas quebram plásticos

A máquina da GRC foi batizada de Hawk-10. Suas encarnações menores se parecem com um forno de microondas industrial com algumas peças grudadas. As versões maiores lembram uma betoneira.

Qualquer outra coisa que não tiver hidrocarbonos como base é deixado intacto, menos a água contida, que se evapora com as microondas.

Reciclagem de cobre e pneus

“Pegue um pedaço de fio de cobre,” diz Meddick. “Ele é recoberto por plástico – um tipo de hidrocarbono. Nós liberamos todos os hidrocarbonos, o que arranca a cobertura do fio.” O processo não apenas gera combustível na forma de óleo e gás, ele também torna mais fácil extrair o fio de cobre para reciclagem.

O mesmo acontece com pneus velhos: 9,1 kg de pedaços de pneu velho colocados na Hawk-10 produzem 4,54 litros de óleo diesel, 1,42 metros cúbicos de gás combustível, 1 kg aço e 3,40 kg de negro-de-fumo.

De acordo com Jerry Meddick, diretor da GRC (Global Resource Corporation) em Nova Jersey:

“Qualquer coisa que tenha uma base de hidrocarbono será afetada por nosso processo” (…) “Nós desassociamos essas moléculas de hidrocarbono do material e então ele se transforma em gás e óleo”.

Fonte: Inovação Tecnológica

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