O ARROTO e o Efeito estufa

13 05 2008

O arroto contribui para o aquecimento global?

Não ria. É uma boa pergunta. Tão boa que eu mesmo pensei nisso quando fiquei sabendo que 15,2 bilhões de galões de refrigerantes carbonatados e 6,2 bilhões de galões de cerveja foram consumidos em 1999 nos estados unidos. E o que você acha que aconteceu a todo gás carbônico nessas bebidas? Acabou sendo liberada para a atmosfera pela respiração e por eructação – arroto, para falar claro.

Calculei rapidamente que 21,4 bilhões de galões de cerveja e refrigerantes norte-americanos conteriam cerca de 800 mil toneladas de gás carbônico. Esse é um baita arroto coletivo. E isso sem sequer levar em consideração o coro de eructações em harmonia em todo o globo terrestre.

Por que se preocupar com gás carbônico? É um dos chamados gases do efeito estufa que são reconhecidos como causadores de elevação da temperatura média da terra. Não tem sido fácil medir-se a temperatura de um planeta. Mas analises científicas modernas são infinitamente mais sofisticadas do que designar pessoas para ficarem nas esquinas com termômetros. Hoje, resta pouca dúvida sobre o fato de que o gás carbônico e outros gases, produzidos pelas atividades humanas, tem realmente aumentado, o termostato global.

Eis como o efeito estufa funciona:

Existe um equilíbrio natural de energia entre radiações que vem do sol para a Terra e as que são irradiadas de volta para o espaço. Quando a luz do sol atinge a superfície da Terra, cerca de dois terços dela são absorvidos pelas nuvens, pelo sol e pelo mar. Grande parte dessa energia absorvida é convertida – degradada em energia – radiação infravermelha, muita vezes chamada de onda de calor. Normalmente, uma fração significativa dessas ondas de calor é refletida para a atmosfera e volta para o espaço. Mas se por um acaso houver uma quantidade anormal de gás que absorva infravermelhos na atmosfera – e o gás carbônico é um excelente absorvente de ondas infravermelhas -, então uma parte uma parte de ondas não vai embora; fica presa perto da superfície da Terra e aquece as coisas.

Então, devemos parar todos de beber refrigerantes e cerveja com medo de arrotar mais gás carbônico na atmosfera? Por sorte, não.

De acordo com os cálculos do Departamento de Energia para 1999, os últimos valores disponíveis neste momento, as 800 mil toneladas de emissões de gás carbônico produzidas por bebidas, chegam a 0,04% do montante de gás carbônico liberado para a atmosfera norte-americana por veículos movidos a gasolina e diesel.

Então fique à vontade e continue bebendo. Mas não dirija.

Fonte: “O que Einstein disse ao seu cozinheiro” (Robert L.Wolke)





A chapinha

29 04 2008

Podemos relacionar algum processo de propagação de calor com o funcionamento da sua diária “chapinha”?

Bom, vamos começar pelo cabelo. CABELO NÃO É CÉLULA! Cada fio é formado basicamente por três elementos: cutícula, córtex e medula. As características destes elementos determinarão sua configuração lisa, ondulada, cri cri entre outras. Os cabelos consistem em minerais, pigmentos (que dão cor- melanina), lipídios (óleos) e principalmente proteínas (a queratina), pelo menos essa última vocês com certeza já ouviram falar.

Voltando ao que interessa:

A chapa está normalmente a uma temperatura maior (de 130 a 210°C) que a temperatura do fio de cabelo. Como já estudamos sobre propagação de calor, sabemos (eu espero que todos saibam) que o calor tende a transitar do corpo com maior temperatura para o de menor. Na chapa há uma resistência que “gera” o calor que será fornecido por meio da CONDUÇÂO ao restante da placa, seja ela de cerâmica ou de metal.

Quando fornecemos muito calor para o fio, essa energia é capaz de quebrar ou transformar as ligações moleculares liberando água (H2O) que sai em forma de vapor (motivo pelo qual vemos uma “fumacinha” quando alisamos os cabelos com chapinha), essa mudança da estrutura molecular deforma o cabelo. De forma contrária, quando molhamos os cabelos todas as ligações originais voltam a se formar deixando os cabelos da forma que são naturalmente.

O cabelo antes e depois da chapinha





Forno Solar

25 04 2008

Galera esse vídeo é de uma matéria que o Jornal Hoje apresentou no dia 30/01, sobre formas alternativas de energia. Eles verificaram o quanto é imprescindível o uso da ciência para facilitar nosso dia-a-dia.

Basta uma caixa de papelão, papel alumínio, um pedaço de metal e outro de vidro. Para funcionar, é preciso virar a caixa para a luz do sol, no mesmo processo do efeito estufa. Caso o vídeo não funcione, usem esse Link:

Forno Solar





Nascimento e Morte do Sol

25 04 2008





Novo Planeta

16 04 2008

Pesquisadores britânicos da Universidade de St Andrews, na Escócia, detectaram um “planeta em estágio embrionário”, nos arredores do nosso Sistema Solar, que pode ter menos de 2 mil anos de idade. A descoberta foi apresentada na Reunião Nacional de Astronomia da Grã-Bretanha, em Belfast.

A equipe de astrônomos disse que detectou, em volta de uma estrela, uma bola de poeira e gás que está se transformando em um planeta gigante.

Curiosidade: Vocês sabiam que o guitarrista do “Queen”, Brian May, é PhD em astronomia. Sim, senhores! Sua tese “Velocidades Radiais na Nuvem de Poeira Zodiacal” foi defendida 36 anos depois de abandonar os estudos para se juntar à banda Queen.

Atualmente foi nomeado chanceler (reitor) da Universidade John Moores, em Liverpool. May, de 60 anos, substituirá Cherie Blair, mulher do ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair.

Fonte: BBC Brasil (com adaptações)





Já nevou no deserto do Saara?

5 04 2008

Já, sim! O fenômeno só rolou uma única vez, mas foi uma nevasca bem no coração do deserto. Tudo ocorreu em 18 de fevereiro de 1979, no sul da Argélia.

Existem poucos relatos científicos sobre o fato, mas é provável que a nevasca tenha acontecido durante a noite, quando a temperatura no deserto pode cair abaixo de 0 °C. A tempestade de neve durou apenas meia hora e não deixou vestígios, pois a neve derreteu em poucas horas. Os cientistas arriscam que a principal explicação para a nevasca no Saara é a baixíssima umidade do local. Isso ocorre porque as montanhas do Atlas, ao norte do Saara, “emparedam” o deserto, impedindo a entrada de ar úmido. Passam apenas algumas massas de ar seco, que em condições raras podem fazer chover – ou, em condições ainda mais raras, fazer nevar. “Com baixa umidade, a água q

ue cai das nuvens tende a passar direto do vapor para o estado sólido porque a temperatura da superfície das gotículas diminui, formando cristais de neve. É a mesma coisa quando saímos de uma piscina num dia com ar seco: sentimos frio porque a superfície das gotículas de água esfria”, afirma o pesquisador Andrew Heymsfield, da Corporação Universitária para a Pesquisa Atmosférica dos

Estados Unidos. Só que não adiantaria nada ter ar seco e uma temperatura superquente – nesse caso, os cristais de gelo derreteriam. Por isso que a tempestade deve ter rolado à noite – o fato é que, para rolar uma nevasca, a temperatura não precisa estar abaixo de zero. “Existem muitos registros de neve a até 12 °C, e o Saara pode perfeitamente ter atingido essa temperatura durante a noite”, diz Andrew. Se a neve é um fenômeno raro em desertos quentes, não é tão difícil de acontecer nos desertos frios. Um exemplo é o deserto de Atacama, no Chile, que tem uma camada de neve que nunca chega a derreter em suas partes mais altas.

PALLADINO, Viviane.

Revista Mundo Estranho, Ed. Abril, Edição 51

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