A chapinha

29 04 2008

Podemos relacionar algum processo de propagação de calor com o funcionamento da sua diária “chapinha”?

Bom, vamos começar pelo cabelo. CABELO NÃO É CÉLULA! Cada fio é formado basicamente por três elementos: cutícula, córtex e medula. As características destes elementos determinarão sua configuração lisa, ondulada, cri cri entre outras. Os cabelos consistem em minerais, pigmentos (que dão cor- melanina), lipídios (óleos) e principalmente proteínas (a queratina), pelo menos essa última vocês com certeza já ouviram falar.

Voltando ao que interessa:

A chapa está normalmente a uma temperatura maior (de 130 a 210°C) que a temperatura do fio de cabelo. Como já estudamos sobre propagação de calor, sabemos (eu espero que todos saibam) que o calor tende a transitar do corpo com maior temperatura para o de menor. Na chapa há uma resistência que “gera” o calor que será fornecido por meio da CONDUÇÂO ao restante da placa, seja ela de cerâmica ou de metal.

Quando fornecemos muito calor para o fio, essa energia é capaz de quebrar ou transformar as ligações moleculares liberando água (H2O) que sai em forma de vapor (motivo pelo qual vemos uma “fumacinha” quando alisamos os cabelos com chapinha), essa mudança da estrutura molecular deforma o cabelo. De forma contrária, quando molhamos os cabelos todas as ligações originais voltam a se formar deixando os cabelos da forma que são naturalmente.

O cabelo antes e depois da chapinha





Padre Voador

29 04 2008

Desde o fim da noite de domingo (20/04), barcos da Capitania dos Portos de São Francisco do Sul (SC) percorrem o litoral do Estado em busca do padre Adelir de Carli, que viajava preso a balões de gás hélio. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros da cidade, pelas coordenadas recebidas pela Capitania dos Portos, o balão teria desaparecido em uma região próxima ao balneário de Penha, que fica a cerca de 74 km de São Francisco do Sul. O padre havia saído da cidade de Paranaguá (PR) na manhã de domingo (20) e deveria pousar em Dourados (MS). Os ventos e o mau tempo teriam desviado Carli de seu percurso, levando-o à costa catarinense.

O objetivo de Carli era bater um recorde ao voar por 20 horas usando balões de festa gigantes.

Prestem bastante atenção na roupa que ele estava vestido! Porque ele utilizava essa roupa de alumínio? Será que tem algo a ver com que estamos estudando??? Comentem!

Fonte: Folha Online

Link do vídeo (Fantástico)





Propagação de Calor Pt.2

27 04 2008

Simulações

Convecção

Condução

Irradiação

Mudança de fase


Quiz… (clique na CALDEIRA!)





Poluição

25 04 2008

“Uma imagem vale mais que mil palavras”





Quadrinhos

25 04 2008

Para melhor visualização clique na imagem!





Forno Solar

25 04 2008

Galera esse vídeo é de uma matéria que o Jornal Hoje apresentou no dia 30/01, sobre formas alternativas de energia. Eles verificaram o quanto é imprescindível o uso da ciência para facilitar nosso dia-a-dia.

Basta uma caixa de papelão, papel alumínio, um pedaço de metal e outro de vidro. Para funcionar, é preciso virar a caixa para a luz do sol, no mesmo processo do efeito estufa. Caso o vídeo não funcione, usem esse Link:

Forno Solar





Poeira das Estrelas…

25 04 2008

Galera vocês se lembram de uma série de reportagens especiais que o Fantástico fez sobre o universo, o quadro se chamava “Poeira das estrelas” apresentado pelo físico Marcelo Gleiser. Como são muitas partes, vou deixar pra vocês apenas os links do youtube:

Parte 1 >>> http://br.youtube.com/watch?v=aEwmX8yerWQ

Parte 2 >>> http://br.youtube.com/watch?v=LkYrmgkJp5c

Parte 3 >>> http://br.youtube.com/watch?v=ZOyqN-GbjvA

Parte 4 >>> http://br.youtube.com/watch?v=4ZIYMmJ2ewE

Parte 5 >>> http://br.youtube.com/watch?v=QRB2eZHzVkM

Parte 6 >>> http://br.youtube.com/watch?v=s4i-Am7PjiM

Parte 7 >>> http://br.youtube.com/watch?v=QNMtAjwufkQ

Parte 8 >>> http://br.youtube.com/watch?v=VmaFkPW1CP8

Parte 9 >>> http://br.youtube.com/watch?v=4XwLtY-NtRs

Parte 10 >> http://br.youtube.com/watch?v=U6yZTlc-nJQ

Parte 11 >> http://br.youtube.com/watch?v=JoPxBqlBPtU

Parte 12 >> http://br.youtube.com/watch?v=hw2wUkrMsx4





Nascimento e Morte do Sol

25 04 2008





Propagação de Calor

16 04 2008

Simulações

Convecção

Condução

Irradiação

Mudança de fase

Quiz (é só clicar aqui!)

Panda e Carcaça, dois colegas do curso de Física, resolveram verificar o que acontecia se eles aquecessem duas chapas de metal que estavam pregadas uma a outra, sendo uma chapa de alumínio e a outra de ferro. Então pela teoria, o que aconteceu quando aqueceram o conjunto de 20°C a 25 °C.

a) A placa enverga para o lado da chapa de alumínio

b) A placa enverga para o lado da chapa de ferro

c) A placa aumenta mantendo o mesmo formato

Jabá acaba de ganhar uma “bolada” da loteria, e agora quer construir sua casa em um terreno que herdou de seus pais. Acontece que este terreno fica em Auschwitz, Alemanha, e a temperatura ambiente, atual lá está entre 5 °C e 8 °C, já no verão os termômetros chegam a marcar 36°C. Jabá deseja que suas portas não fiquem emperrando em nenhuma época do ano. Sabendo do desejo de seu dono, qual o melhor material para a confecção das portas desta casa?

a) Vidro

b) Alumínio

c) Madeira





Calor X Temperatura

16 04 2008





Novo Planeta

16 04 2008

Pesquisadores britânicos da Universidade de St Andrews, na Escócia, detectaram um “planeta em estágio embrionário”, nos arredores do nosso Sistema Solar, que pode ter menos de 2 mil anos de idade. A descoberta foi apresentada na Reunião Nacional de Astronomia da Grã-Bretanha, em Belfast.

A equipe de astrônomos disse que detectou, em volta de uma estrela, uma bola de poeira e gás que está se transformando em um planeta gigante.

Curiosidade: Vocês sabiam que o guitarrista do “Queen”, Brian May, é PhD em astronomia. Sim, senhores! Sua tese “Velocidades Radiais na Nuvem de Poeira Zodiacal” foi defendida 36 anos depois de abandonar os estudos para se juntar à banda Queen.

Atualmente foi nomeado chanceler (reitor) da Universidade John Moores, em Liverpool. May, de 60 anos, substituirá Cherie Blair, mulher do ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair.

Fonte: BBC Brasil (com adaptações)





O Conceito de calor

12 04 2008

A temperatura é provavelmente o primeiro conceito termodinâmico. No final do século XVI, Galileu Galilei inventou um termômetro rudimentar, o termoscópio, ao qual se seguiram outros inventos com a mesma finalidade. O objetivo desses instrumentos era medir uma quantidade até então indefinida, mais objetiva na natureza do que as sensações fisiológicas de calor e frio. Na época, acreditava-se que a temperatura fosse uma potência motriz que provoca a transmissão de certo eflúvio* de um corpo quente para outro mais frio. Mas não se sabia explicar ainda o que era transmitido entre os corpos.

Francis Bacon, em 1620, e a Academia Florentina, alguns anos depois, começaram a fazer a distinção entre essa emanação e a temperatura. Somente em 1770, porém, o químico Joseph Black, da Universidade de Glasglow, diferenciou-as de maneira clara. Misturando massas iguais de líquidos a diferentes temperaturas, ele mostrou que a variação de temperatura em cada uma das substâncias misturadas não é igual em termos quantitativos.

Black fundou a ciência da calorimetria, que levou à enunciação da teoria segundo a qual o calor é um fluido invisível chamado calórico. Um objeto se aquecia quando recebia calórico e se esfriava quando o perdia. A primeira evidência de que essa substância não existia foi dada, no final do século XVIII, pelo conde Rumford (Benjamin Thompson). Demonstrou-se, posteriormente, que o que se troca entre corpos de temperaturas diferentes é a energia cinética de seus átomos e moléculas, energia também conhecida como térmica.

* do Lat. Effluviu. s. m., fluido subtil que emana dos corpos organizados, emanação, efluência, exalação; fig., aroma; perfume; fragrância.





O Calórico….

5 04 2008

Os fenômenos térmicos descobertos por Joseph Black (pensador influente do século XVIII que definiu a “quantidade de calor” de forma bastante natural, sem tentar uma explicação do que seria o calor) somaram-se aos já conhecidos, e era cada vez mais necessária uma teoria geral do calor. Tal teoria deveria dar conta dos efeitos térmicos, observados nas experiências, e também fornecer uma interpretação convincente para a natureza física do calor. Os cientistas então adotaram o conceito de um fluido sutil, a que chamaram calórico. A idéia básica era que tal fluido penetrava nas substâncias, quando aquecidas, como o Fogo de Boerhaave.

Segundo Boerhaave, o principal agente transformador no universo era algo que chamou de Fogo, que não podia ser destruído nem criado e, portanto sua quantidade total era sempre a mesma. Um objeto estaria mais quente quanto mais Fogo possuísse. Mesmo objetos extremamente frios possuiriam certa quantidade desse agente. E embora fosse possível imaginar o frio absoluto, isto é, a ausência total de Fogo, Boerhaave argumentava que tal situação seria impossível de atingir na prática. Quando colocados em contato, dois objetos, a diferentes temperaturas, trocariam Fogo até que chegassem a uma situação de equilíbrio. Nessa situação o Fogo estaria uniformemente distribuído entre os dois objetos, quaisquer que fossem suas massas ou constituições. A teoria foi refinada, buscando uma explicação coerente para os efeitos térmicos descobertos por Black.

É importante notar que uma teoria como essa, que lança mão de um fluido invisível, imponderável, que penetra na matéria sem resistência, na verdade “explica” muito pouco. As propriedades do calórico foram cuidadosamente “desenhadas” para que desse conta dos fenômenos conhecidos. Até aí, tudo bem. Uma teoria deve mesmo explicar o que já se conhece. Mas espera-se que uma teoria verdadeira seja capaz de fazer previsões, isto é, deve ser possível, a partir de suas hipóteses, adiantar resultados experimentais que coloquem à prova a veracidade de tais hipóteses.

A teoria do calórico não só foi incapaz de produzir quaisquer previsões, como também soava muito artificial. O problema era que sua rival – a teoria que tratava o calor como essencialmente movimento – exigia uma compreensão da estrutura da matéria ainda não disponível. As várias tentativas de se construir uma teoria baseada na estrutura atômica da matéria foram frustradas. O brilhante físico e matemático Leonhard Euler, estudando a dinâmica dos fluidos, chegou a dizer que ou a matéria não possui uma estrutura atômica ou as leis de Newton não são aplicáveis aos seus átomos, e optou por descrevê-Ia como um fluido contínuo. Diante de tais dificuldades, e dos sucessos obtidos na química com a teoria do calórico (o famoso químico Lavoisier classificava o calórico como um dos elementos), não houve alternativa aos adeptos do atomismo senão sucumbir aos apelos do “fluido sutil”, cujas vantagens incluíam uma lei de conservação do calor implícita.

Os postulados básicos da teoria do calórico, formulados em 1779, foram:

O calórico é um fluido elástico cujas partículas repelem umas às outras

As partículas de calórico são fortemente atraídas pelas partículas dos materiais, com força diferente para substâncias diferentes

O calórico é indestrutível! e não pode ser criado

O calórico pode ser sensível ou latente, e neste segundo estado agrega-se quimicamente às particulas materiais para produzir mudanças de fase, transformando um líquido em vapor ou um sólido em líquido.

O calórico não possui peso apreciável

A teoria funcionava satisfatoriamente. Atraído pelas partículas dos materiais, o calórico produzia seu aquecimento. Como substâncias diferentes exerciam essa atração com diferente intensidade, justificava-se a capacidade calorífica, descoberta por Black. A expansão térmica era explicada pela repulsão existente entre as partículas de calórico. Nas mudanças de fase, o calórico adicionado combinava-se com as partículas do material, alterando seu estado sem manifestar aumento de temperatura, como observado. Se não há criação nem destruição de calórico, sua quantidade total é conservada, como exigiam os resultados experimentais obtidos. E, finalmente, sua ausência de peso explicava por que um material não ficava mais pesado quando aquecido. Mas não demorou muito e a teoria do calórico já estava em dificuldades.





Já nevou no deserto do Saara?

5 04 2008

Já, sim! O fenômeno só rolou uma única vez, mas foi uma nevasca bem no coração do deserto. Tudo ocorreu em 18 de fevereiro de 1979, no sul da Argélia.

Existem poucos relatos científicos sobre o fato, mas é provável que a nevasca tenha acontecido durante a noite, quando a temperatura no deserto pode cair abaixo de 0 °C. A tempestade de neve durou apenas meia hora e não deixou vestígios, pois a neve derreteu em poucas horas. Os cientistas arriscam que a principal explicação para a nevasca no Saara é a baixíssima umidade do local. Isso ocorre porque as montanhas do Atlas, ao norte do Saara, “emparedam” o deserto, impedindo a entrada de ar úmido. Passam apenas algumas massas de ar seco, que em condições raras podem fazer chover – ou, em condições ainda mais raras, fazer nevar. “Com baixa umidade, a água q

ue cai das nuvens tende a passar direto do vapor para o estado sólido porque a temperatura da superfície das gotículas diminui, formando cristais de neve. É a mesma coisa quando saímos de uma piscina num dia com ar seco: sentimos frio porque a superfície das gotículas de água esfria”, afirma o pesquisador Andrew Heymsfield, da Corporação Universitária para a Pesquisa Atmosférica dos

Estados Unidos. Só que não adiantaria nada ter ar seco e uma temperatura superquente – nesse caso, os cristais de gelo derreteriam. Por isso que a tempestade deve ter rolado à noite – o fato é que, para rolar uma nevasca, a temperatura não precisa estar abaixo de zero. “Existem muitos registros de neve a até 12 °C, e o Saara pode perfeitamente ter atingido essa temperatura durante a noite”, diz Andrew. Se a neve é um fenômeno raro em desertos quentes, não é tão difícil de acontecer nos desertos frios. Um exemplo é o deserto de Atacama, no Chile, que tem uma camada de neve que nunca chega a derreter em suas partes mais altas.

PALLADINO, Viviane.

Revista Mundo Estranho, Ed. Abril, Edição 51

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Tempo e Espaço

5 04 2008

Tempo e espaço confundo

e a linha do mundo

é uma reta fechada.

Périplo, ciclo, jornada

de luz consumida

e reencontrada.

Não sei de quem visse o começo

e sequer reconheço

o que é meio e o que é fim.

Pra viver no teu tempo é que faço

viagens ao espaço

de dentro de mim.

Das conjunções improváveis

de órbitas instáveis

é que me mantenho.

E venho arrimado nuns versos

tropeçando universos

pra achar-te no fim

deste tempo cansado

de dentro de mim.

(Vanzolini, s/data)





Happy Feet, o pinguim

4 04 2008

happy feet

No mundo dos pingüins, na Antártica, os animais que melhor conseguem cantar são os que arrumam as melhores parceiras na hora do acasalamento. Mano é um pingüim que nasceu sem a habilidade vocal, mas não desiste da dança do acasalamento. Reforçando a sua habilidade, o sapateado, ao conhecer um grupo de pingüins liderado por Amoroso. Por ser diferente dos demais, Mano é acusado pelos pingüins mais velhos de causar a falta de peixes e por isso é expulso da sociedade em que nasceu. Na busca por respostas sobre o sumiço dos peixes, Mano é capturado pelos humanos e preso em um aquário. Através do seu sapateado, Mano chama a atenção do público, o que leva os seus capturadores a colocarem um radar em sua pata e o soltarem na Antártica novamente. Assim Mano leva os humanos a sua sociedade natal e numa ação coordenada, todos os pingüins começam a sapatear chamando a atenção do mundo para a alteração da cadeia alimentar por causa da pesca industrial indiscriminada.

O filme retrata muito fielmente o modo de vida dos pingüins imperadores (Mano), que hoje em dia, infelizmente devido ao aquecimento global e aos constantes maus tratos deferidos pelo o homem, podem estar próximos da extinção. O aumento da temperatura dos mares, que na Antártica está esquentando cinco vezes mais que a média no resto do planeta, afeta não só a oferta de alimentos perto da colônia dos pingüins imperadores como também interfere no seu processo de acasalamento.

Então vamos ao que nos interessa! Em quais cenas do filme podemos identificar os conceitos físicos mais relevantes? E como explicá-los?

Sugestões:

Porque a preocupação dos pais de Mano, quando o ovo caiu no gelo?

Podemos identificar algum processo de propagação de calor?

Porque eles normalmente andam em bandos?

A baixa temperatura dos pólos influencia na rotina dos pingüins?